domingo, 21 de outubro de 2012

Edifique sua vida com o material correto

Em uma conversa com uma pessoa que muito considero e admiro, ouvi a seguinte afirmação: "é mais fácil combater o pecado do que o engano, porque este último se mistura à verdade e se faz passar por verdade". E se refletirmos um pouco é bem isso que acontece, devido o engano não ser de fácil distinção. Essa conversa tanto me inspirou que me levou a escrever este post sobre o cuidado que devemos tomar ao edificar a nossa vida com Cristo.

É aparentemente fácil responder qual o fundamento, a base da vida cristã: Jesus Cristo. Ele veio revelar o Pai à humanidade. Deus estava em Jesus reconciliando consigo o mundo não imputando ao homem o pecado, mas o salvando de uma eternidade desprovida Dele!

Essa fé não é religião, nem moda gospel, nem tendência ocidental, mas relacionamento pessoal com Deus por meio de Jesus, somente Jesus.

A nossa caminhada com Deus inicia-se quando os nossos olhos são abertos pela graça, na qual é revelado o amor de Deus demostrado em Jesus (João 3.16). Quando cremos nessa verdade é estabelecido o fundamento em nosso coração. Tornamo-nos morada de Deus, casa do Altíssimo, Cristo passa a habitar em nosso coração.

Sobre o fundamento é edificada a construção, tal qual acontece no âmbito natural. Quanto mais alto for o "edifício", mais profundo deve ser o alicerce. Quanto mais alto quisermos crescermos em Deus, mais profundo em nosso coração Jesus deve estar firmado. O nosso crescimento é limitado pela profundidade e tamanho do nosso alicerce!

Em seguida vem a construção. Um fator importante a se considerar é a qualidade do material a ser empregado. A escolha errada do material pode fazer com que a construção não fique muito tempo de pé. E aqui abro um parênteses para compartilhar que muitas vidas estão sendo destroçadas não porque não creram em Jesus e não porque não nasceram de novo, mas porque utilizaram o material errado para serem erguidas e quando veio o fogo e a obra foi provada, não resistiu.

Paulo vai dizer sobre isso em 1 Coríntios 3.10-17. Nem tudo o que reluz é ouro, já diz o adágio popular. Nem tudo o que aparenta ser saudável de fato é. Nem tudo o que é pregado, ensinado, serve com material para edificar a nossa vida. Como saber se de fato a Palavra é a genuína Palavra de Deus, material certo para a nossa edificação? Seguem alguns aspectos importantes de serem observados:

1. É o Espírito Santo que nos ajuda a entender o que de fato está escrito e testifica em nosso coração se o que está sendo dito é verdade ou não. Aprender a ouvir o que o Espírito diz ao nosso espirito recriado é fonte segura de direção.

2. Está escrito na sua Bíblia? Sejamos como os crentes de Beréia, coração pronto para receber e atitude certa de conferir se o que está sendo dito é o que está de fato escrito.

3. A palavra tem gerado condenação, prisão, medo? Não é a Palavra de Deus, por mais que se use a Bíblia para ministrar, pois a Sua Palavra gera libertação do pecado, 'tristeza' para arrependimento (para que pensemos e tenhamos atitudes como as de Deus) e não para morte, e nos aproxima sempre do Pai.

Temos a tendência de olhar para a aparência, o externo e acharmos que o que está diante dos nossos olhos e o que é real, mas a verdadeira realidade está em nosso espírito recriado à imagem e semelhança de Deus. Nem toda construção alta demais tem o fundamento adequado e nem toda construção bonita tem o melhor material. E ainda que tenha, pode não ter sido empregado de maneira certa!

Estejamos arraigados em Cristo e Nele edificados, confirmados na fé, crescendo em ações de graças (Cl. 2.7) firmados na Palavra da Verdade, fortalecidos em nosso homem interior pelo conhecimento correto de quem Deus é, de quem somos, o que temos e podemos Nele, não deixando para isso de orar constantemente as orações de Paulo aos Efésios (1.17-23; 3.14-21), Colossenses (1.9-12) e Filipenses (1.9-11).

Firmes na Verdade, Firmes na Palavra!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Voltando-se à Oração


Romper com o 'normal'

Algo muito difícil para algum de nós ou porque não dizer para quase todos nós é romper com o normal. Romper com a rotina, com aquilo que nos formata de maneira que não produzimos fruto. Não que a rotina seja algo ruim, mas uma rotina que seja algo massante, desprazerosa, que não é cheia de amor, isso é ruim.

Como vivemos às vezes debaixo de jugo do homem, de autoridade, sob pressões humanas em geral, essas situações competem para definir toda a nossa vida. Quando somos libertados desse jugo, muitas vezes preferimos permanecer debaixo dele, porque já vivíamos ali por muito tempo e ir rumo ao desconhecido causa certo espanto. Surge então a pergunta: o que vai ser agora?

Exemplificando, é como se pegássemos um passarinho na gaiola e essa gaiola fosse um jugo sobre ele e, num determinando momento, a porta da gaiola fosse aberta. Imagine. Ele já está ali um tempo, tem comida, água, o dono vai ali e mexe com ele todo dia. Ele já limitou o seu espaço. Quando a porta da gaiola é aberta e ele tem oportunidade de sair, mas acaba ficando porque já foi condicionado e preferiu ficar debaixo daquele jugo quando, na verdade, tem a oportunidade de voar.



Porém, o medo do desconhecido, o medo de romper, o medo de buscar a própria comida, o medo de não ter o seu dono fazendo carinho todo dia, o medo de não mais estar em um lugar estratégico, geralmente gaiolas são colocadas no teto ou no alto da parede de uma casa para proteger de animais, medo de romper para algo novo, constrange.



A palavra de Deus diz que para liberdade que Cristo nos libertou (Gl. 5.1). Se  permanecemos na Verdade, verdadeiramente, somos discípulos de Jesus e conheceremos a verdade e ela irá nos libertar (João 8.32) e se Jesus nos libertar seremos verdadeiramente livres (João 8.36).


Sempre quando se fala de salvação se fala sobre libertação: libertação de uma vida de pecado, libertação de uma vida de conformidade com o mundo, libertação dos desejos carnais... Quando se fala de salvação, a palavra libertação já está incluída. Mas achamos que salvação é simplesmente levantar a mão, receber a Jesus a fim de ir para o céu e acabou por aí. É algo muito mais profundo.



Muitas vezes somos salvos, conhecemos a Verdade, mas há em nós aquele espaço onde está impregnada, seja na nossa alma, personalidade, estilo de vida, a normalidade. Preferimos ficar nessa normalidade do que sair, confrontar esse espaço porque isso requer de nós esforço, decisão, o ‘ter que bater as suas asas’. O impulso tem que ser maior, ‘o exercício de ser naturalmente o que fomos criados para ser em Deus’ será maior devido a condição de 'prisão' que nos encontrávamos.



Alguns cristãos hoje se encontram assim. A porta da gaiola foi aberta. Você não precisa mais ficar debaixo de situações, de jugos do homem, que SÓ VOCÊ SABE QUE NÃO PRECISA MAIS. Mas você deseja ficar cantando as mesmas canções dentro da gaiola, você tem até um lugar no alto, uma posição de destaque, o seu ‘dono’ te elogia de vez em quando e dá o seu alimento e a sua água.

O que você prefere? Ficar nessa situação ou então voar? Dentro da gaiola é bom? Sim. Mas nada se compara ao que está ao redor. É vindo um tempo novo, tempo de romper com a normalidade, com o glamour de ser um objeto de decoração dentro de uma gaiola, com situações que o Senhor não valoriza e voltar-se para algo que Ele valoriza.

Se o Senhor nos dá o Seu jugo e pede o nosso é porque Ele espera uma reação da nossa parte. Agora é uma questão de escolha. Ficar na gaiola, naquele lugar onde você tem o seu alimento, onde as pessoas que o reconhecem em uma posição ou você quer voar? Porque também há riscos ao voar. Mas quem disse que dentro da gaiola também não há riscos?

No võo você estará diante de inimigos diretos, mas quem disse que na gaiola você não está? Será que a gaiola não trás uma falsa sensação de proteção? Na verdade somos livres de fato quando saímos da gaiola e podemos voar e não é o jugo de homens ou as suas mãos que nos protege, mas sim a mão e o poder Daquele que nos guia. Não precisa ser a mão visível de um homem, mas a mão ‘invisível’ de Deus. Não precisa ter uma forma delineada com grades, mas a forma do Deus invisível, que está ali amparando em todas as coisas.

Deus abre a gaiola e quer que você voe. Mas Ele não pode simplesmente mexer no seu livre-arbítrio e ir além do limite que Ele mesmo estabeleceu. Deus quer que você se sinta seguro e escolha voar. Deus diz que é Ele quem alimenta os pássaros. Não é o homem que dá o alimento, mas é Deus. Se ele cuida assim dos pássaros e veste a flor que amanhã murcha, quanto mais de nós? Ele cuida do que nós iremos comer, beber, vestir (Mateus 6.25-33).


O pássaro em liberdade canta não para agradar a homens, vai a vários lugares, faz ninho, se relaciona com outros da mesma espécie, gera, alimenta os seus filhotes com o alimento que é liberado por meio de sua boca. Por mais que tenha sido colocado em um lugar alto, ‘na gaiola’, voando você irá a lugares muito mais altos e a sua força no Senhor determinará a altura que atingirá. Deus não determina o que devemos fazer, mas nos mostra o caminho a seguir. A decisão final é nossa: VOE


Se a natureza de um pássaro o faz voar, a natureza de um filho de Deus o leva a romper com todo o jugo e viver de modo livre a agradar o Seu Pai.