quinta-feira, 28 de março de 2013

Quem não quer viver um grande amor?


Quem não quer viver um grande amor? Ser achado por alguém? Andar na rua e, de repente, encontrar o grande amor de sua vida? Ou então vê-lo bater a sua porta? Esse desejo de ter alguém que o complete, que o faça pleno, que faça valer cada segundo, cada abrir de olhos, cada sorriso sem razão aparente, que nasce no coração de todo ser humano e nem sempre compreendido vem de uma realidade que está muito acima do nosso entendimento natural.

O que buscamos nas pessoas, o amor incondicional, resistente ao tempo, às circunstâncias e pressões, o amor que se mostra novo a cada amanhecer, que não se desgasta, que é sacrificial, que aceita do jeito que somos, que é verdadeiro sempre, que não se deixa intimidar pelo medo da perda e rejeição, porque é convicto e fiel em si, o amor que inspira, motiva e impulsiona, que dá borboletas no estômago, que quer estar todo tempo junto, que é ativo, que se doa por completo, que se declara e não se esconde, que se expõe ao ridículo e não poupa esforços, revela a busca pelo sentido original da vida, que é viver para ser amado por Deus e amá-lo.

Deus criou o homem para ser amado por Ele e porque Ele nos ama poderíamos também amá-lo e os nossos relacionamentos e ações serem fruto desse amor. Mas o homem pela sua escolha decidiu quebrar a conexão direta com o amor de Deus e a consciência espiritual passou a ser dominada pela consciência natural.  Por isso vem a frustração quando a busca por ser amado tem o fim no homem ou em alguma coisa dessa terra, porque ninguém pode dar aquilo que não tem. E se tem, o que recebeu vem de uma fonte. Deus não somente é a fonte do amor, mas Ele é o amor. Nele encontramos o sentido perfeito do amor e da nossa existência.

Deus vai ao nosso encontro. Ele se esvaziou de sua divindade, fez-se semelhante a nós, assumiu um corpo, andou pela terra, sofreu as nossas dores, assumiu a morte em nosso lugar, e tamanho amor há Nele que nem a morte pode detê-lo. O seu amor por nós venceu a morte. Ele fez tudo para nos ligar de novo ao Seu amor. Quando recebemos o amor de Deus por meio de Jesus Cristo, somos achados por Ele. Ele bate a porta do nosso coração e deseja andar junto, morar dentro de nós, ter uma aliança profunda, legítima. Ele nos assume, apaga os erros do nosso passado e nem faz questão de lembrá-los, não se envergonha de quem somos, completa-nos Dele, da Sua natureza e poder, ergue-nos, faz-nos melhores e irmos além das nossas limitações. Ele acredita em nós e nos coroa com as Suas riquezas. Quem não quer viver um grande amor? Em Deus podemos viver o grande amor e sermos completos, para então nos relacionar em amor com as pessoas entendendo que a plenitude do amor encontra-se em Deus.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Para uma inspiração - um caderno e uma caneta

Meu coração se encha de alegria
É chegado novo dia
No qual a luz da alva brilha
Luz Verdadeira
Que dá vida a todo homem

Receba a Luz, receba o poder
De ser feita filha,
Filha amada do Pai
Porque agora você tem um Pai

Luz, permaneça viva em mim
Jesus, vivo está em mim
Meu poema, minha prosa, minha rima
Minha alegria
Que fez novo o meu dia! Amém!!!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Morto - Vivo - Vivo - Morto

Quem nunca brincou de morto - vivo - vivo - morto? Quando se dizia: 'vivo' a pessoa ficava em pé e 'morto' a pessoa deveria se abaixar. Quando ela confundia e se abaixava ao comando ao invés de ficar de pé e vice-versa saia da brincadeira. O fato é que essa brincadeira tão natural para as crianças serve de exemplo para uma realidade muito superior. Hoje quantas pessoas estão de pé, mas na verdade estão mortas? Quantas pessoas estão abaixadas, entenda, mortas, mas estão vivas? 

Quando abrimos os nossos olhos físicos, enxergamos pessoas que aparentemente vivem, pois presumimos que se estão respirando está tudo bem. E até certo ponto isso é verdade. Porém, em se tratando da verdade espiritual apenas respirar não significa muita coisa se aquela pessoa não está viva para Deus. E o que significa estar viva para Deus? Jesus clareia essa pergunta na passagem na qual um líder religioso dos judeus chamado Nicodemos se encontra com ele, relatada em João 3.

'Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.' Em outra versão diz: nascer do Alto ou de Deus. Mais adiante Jesus continua dizendo que quem nasce da carne é carne, ou seja, quem nasce dos seus pais tem um corpo de carne, mas quem nasce do Espírito Santo tem um corpo espiritual, é um espírito vivo! O nosso corpo é apenas a nossa casa terrestre e nós somos de fato o que está dentro dele: um espírito. O nosso espírito nasce vivo, conectado com o Espírito de Deus, uma vez que fora dado pelo próprio Deus,  mas na primeira vez que pecamos e temos a consciência desse pecado, morremos espiritualmente e nos desconectamos Dele. Daí a necessidade de, para ver o Reino, sermos conectados novamente e isso somente se dá por intermédio de Jesus.

A graça de Deus, o seu favor imerecido, a habilidade de sermos e fazermos coisas que não poderíamos ser ou fazer sozinhos, disponibilizou todos os recursos necessários para que pudéssemos 'viver em vida' e não somente 'viver em vida', mas 'reinar em vida'. Vivo em vida quando nasço de Deus por meio de uma escolha pessoal em crer que Jesus se fez pecado para que a natureza morta fruto do pecado fosse exterminada da minha vida e eu pudesse receber  a vida de Deus dentro de mim, o Seu próprio Espírito habitando no meu espírito e trazendo vida, A PRÓPRIA VIDA DE DEUS! Imagine ter Deus, cuja natureza é amor, o criador do céu e da terra, onipotente, onisciente, onipresente, todo poderoso, habitando dentro de você? Limitando-se ao seu corpo carnal, para um relacionamento tão íntimo e eterno a ponto de continuar ainda que seu corpo venha a morrer? 

Sobremaneira, 'reino em vida' quando aceito a graça abundante de Deus na pessoa de Jesus - a Sua escolha em me amar ainda quando era pecadora e de me tornar semelhante a Ele novamente -  e o presente de ser feito justa e poder entrar na Sua presença ousadamente, chamando- O de Pai, como se o pecado NUNCA houvesse existido!!! Reino sobre a morte, as doenças, a miséria, a tristeza, o medo, incredulidade e tudo o que se opõe a Deus!!!

Nesse dia considerado dia de finados muitos 'mortos' irão chorar pelos seus mortos, mas Jesus disse que aquele que crê Nele, ainda que morra, viverá (João 11.25)! Muitos irão orar, rezar, para encaminhá-los a Deus, por falta de conhecer o que a Palavra diz a respeito (Mateus 22.29) que somos nós que nos dirigimos a Deus em vida e fazemos a escolha de crer ou não (Romanos 10.8-18). Fomos criado em Deus para sermos eternos, como Ele. Ao contrário do que alguns pensam, a eternidade  não começa quando a pessoa morre. Ela foi colocada por Deus no coração do homem (Eclesiastes 3.11), ou seja, no seu espírito desde o momento em que é gerado no ventre da mãe. Já começou!!! Durante o tempo de peregrinação na terra a própria pessoa escolhe se quer ser eternamente vivo ou eternamente morto!!!

A morte física é, na verdade, a partida do espírito para o lugar em que a própria pessoa determinou. Se no céu, junto a Deus, ou no inferno. Não significa deixar de existir. Mas continuar a existência em um outro plano onde a comunicação com os que já se foram não se torna mais possível, segundo a Palavra de Deus (Lucas 16.10-31; Atos 4.8-12)

Vivo - morto - morto - vivo. Viva nessa vida morto para o pecado e morra para o pecado a fim de viver  eternamente para Deus. E isso não é brincadeira!!!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O mundo perdeu as cores, o pecado perdeu o brilho

Hoje pela manhã durante o momento de estudo da Palavra parei no seguinte versículo:

Mc 15:33 (33) E houve trevas sobre toda a terra, do meio dia às três horas da tarde.

O contexto refere-se ao momento de crucificação de Jesus. Momentos antes os seus discípulos o haviam abandonado, um deles o negado, outro o traído, e ainda a multidão que o acompanhava estava agora ali para assistir um dos maiores eventos da história, e porque não dizer da minha história. É bem provável que as bocas que bradavam 'hosana nas alturas, bendito o que vem em nome do Senhor' e que foram alimentadas por Ele, agora estavam gritando com intensidade: 'crucifica-o'. Pilatos lavou as mãos, Herodes não encontrou Nele mal algum e sob a 'acusação' de 'Rei dos Judeus' foi fixado no madeiro.

Momentos depois de Jesus ter ser oferecido para ser crucificado e ali na cruz cravar toda a maldição que estava sobre o homem, se 'fazer pecado' e levar todos os pecados da humanidade, e ter dito as suas últimas palavras 'Está consumado', entregado o seu espírito e morrido, houve trevas do meio dia até as três da tarde. A luz que viera ao mundo havia sido 'apagada'. As trevas achavam que havia ganhado espaço, sem saber o que iria acontecer três dias depois!!!

Nesse momento de ápice do sol, meio dia, o seu lindo brilho havia sido ofuscado. E fiquei pensando: para que brilhar se a verdadeira luz não brilhava mais? Para que ser um grande astro se quem o colocou ali para iluminar havia morrido e por um tempo deixado de iluminar? Qual o benefício de ser, fazer e ter algo que Deus o criou para ser, fazer e ter sem que o brilho de Cristo seja de fato maior do que o brilho das demais coisas? 

A Bíblia diz que no princípio Deus criou os céus e a terra. A terra, porém estava sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo. Tudo o que Deus faz é bom, agradável e perfeito, pois essa é a sua vontade. Mas a terra havia se tornado um caos e trevas passam a existir. Satanás era um anjo de luz, chamado de Lúcifer por Deus, MAS ELE NÃO ERA A LUZ. Tamanha foi a elevação dos seus pensamentos acima dos de Deus, tamanha foi a sua queda. E tudo o que o diabo toca vira destruição.

Então em Gn. 1.3 Deus diz: 'Haja luz. E houve luz'. A luz aqui não era a luz do sol, porque os luzeiros para governar o dia e a noite (sol, lua e estrelas) somente foram criados no quarto dia. Essa realidade apontava para outra ainda mais elevada. Que luz era essa??? 'Falando novamente ao povo, Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida". (João 8.12). 

Diante de Jesus, que o pecado, o medo, a incredulidade, a falta de conhecimento, percam o brilho e a vida Dele frutifique poderosamente em nosso coração, lançando luz onde há escuridão.

'Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.' 2 Coríntios 4:4-6

Eterno Brilho - Livres Para Adorar

Um povo que jazia em grandes trevas
viu grande luz.
Por causa das ternas misericórdias de Deus
o sol nascente nos visitou.
E aos que viviam nas trevas
e na sombra da morte
resplandeceu-lhes a luz

O mundo perdeu as cores
O pecado perdeu o brilho
O que brilhava, 
não brilha mais para mim

E até o sol se envergonhou
E as estrelas se ofuscaram
diante do eterno brilho de sua luz

Nele estava a vida
e esta era a luz dos homens
E o pecado não prevaleceu.
Óh mundo onde está sua glória?
Óh, mundo onde está seu brilho?
Diante do eterno brilho de Jesus

Tua luz brilhou para mim.
O que brilhava, 
não brilha mais para mim

#ForaJugoHumano


Não entendo muito bem porque alguns se preocupam tanto em ver pessoas babando, correndo, chorando e gemendo durante suas ministrações definindo o quão bom foi o culto a Deus pelo 'mover exterior'. O foco é a Palavra ou são as pessoas? Se houver uma dedicação total a Palavra, ela não cumpre o propósito de alcançar as pessoas e de fato trazer vida e transformação? Claro que sim. 

Confesso que já padeci um tantinho por pensar exatamente assim: se houve alguma manifestação exterior, um arrepio, uma profecia, um 'reteté', uau, o culto foi 'poderoso'. Mas ao sai dali e encarar as situações corriqueiras da vida, encontrava-me muitas vezes na rua da solidão, número do esquecimento e sem uma solução. Voltava-me para as lamentações de Hellen rsrs. Não havia recebido em fé a Palavra de Deus, nem sabia o que precisava fazer para que isso acontecesse.

Por isso tanta frustração no meio do povo de Deus, pela falta de CONSCIÊNCIA de quem a pessoa é, de que nasceu de novo, do Alto, é um espírito vivo para Deus e a sua realidade excede a dos sentidos naturais, mas concorda com a Palavra de Deus ainda que tudo ao redor seja contrário. E a permanência pela fé na Palavra nos faz receber e usufruir de tudo aquilo que Jesus já conquistou por nós. 

Deus é espírito (João 4.24). Nós fomos criados à imagem e semelhança Dele (Gn 1.26). Somos espírito também, não somos um corpo. O que vemos no espelho não é de fato o que somos. Temos um corpo terreno para habitar na terra (1 Tessalonicenses 5.23). Com o pecado de Adão o homem morreu por dentro, ou seja no espírito, e o seu corpo sofreu com as consequências da morte espiritual. Perdeu o seu elo de ligação com Deus e agora passou a ser dominado pelo corpo do pecado e suas ações passaram a ser más.

Por isso que para termos novamente a nossa comunhão com Deus precisamos nascer do Alto. O nascimento da mãe garante para nós um corpo nessa terra, mas o nascimento em Deus, pela fé em Jesus, nos dá vida em nosso espírito, nosso verdadeiro eu, onde antes havia morte e separação. O homem é denominado de natural quando está morto espiritualmente e é guiado pelos sentidos físicos e naturais, já o homem carnal, é dominado pela sua carne (que não se converte e seus feitos devem ser mortificados), e embora tenha nascido de novo, não renovou a sua mente com a Palavra de Deus e não consegue usufruir da plenitude da vida do Eterno. O homem espiritual tem o Espírito Santo nele e sabe discernir as coisas, os tempos e os modos, o que provém de Deus, da carne, do homem e do diabo.

O mundo no qual vivemos procede de um que não vemos: o espiritual. Para as coisas acontecerem no natural, precisam primeiro serem movidas no espiritual. 'Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente' (Hebreus 11.3). Se eu toco o mundo físico com o que é físico, ou seja, meu corpo, eu toco o reino espiritual com o meu espírito, quem de fato sou. Há uma forma de eu, que sou espírito, me mover no reino do espírito: pela palavra de Deus, que é espírito e é vida (João 6.63).

Por mais que tenhamos boas intenções para com o outro, não há maior amor e interesse do que o de Deus em alcançar o homem. A forma primária que Deus usa para tocar uma pessoa é por intermédio da Sua Palavra. A Palavra de Deus é criativa e traz a existência o que não existe como se já existisse. Deus fala, o Verbo, a Palavra cria, e o Espírito Santo executa. Quanto a Palavra de Deus está no meu coração e na minha boca, forneço a matéria-prima para que o Espírito Santo crie a realidade do Alto aqui na terra, ainda que para isso eu não me arrepie, chore, corra, babe, role e por aí vai.

Arrependimento, 'metanóia', mudança de mente, começa por dentro, no coração, no meu homem interior, no meu espírito, terreno no qual somente Deus e a Sua Palavra encontram pouso e palavras de sabedoria humana não surtem efeito algum, e é revelado por meio de pensamentos alinhados com a Palavra que resultam em ações correspondentes. Nem tudo o que vemos de 'mover' Deus está, e nem tudo o que não vemos Deus não está. As coisas espirituais se discernem espiritualmente! 

#forajugohumano

domingo, 21 de outubro de 2012

Edifique sua vida com o material correto

Em uma conversa com uma pessoa que muito considero e admiro, ouvi a seguinte afirmação: "é mais fácil combater o pecado do que o engano, porque este último se mistura à verdade e se faz passar por verdade". E se refletirmos um pouco é bem isso que acontece, devido o engano não ser de fácil distinção. Essa conversa tanto me inspirou que me levou a escrever este post sobre o cuidado que devemos tomar ao edificar a nossa vida com Cristo.

É aparentemente fácil responder qual o fundamento, a base da vida cristã: Jesus Cristo. Ele veio revelar o Pai à humanidade. Deus estava em Jesus reconciliando consigo o mundo não imputando ao homem o pecado, mas o salvando de uma eternidade desprovida Dele!

Essa fé não é religião, nem moda gospel, nem tendência ocidental, mas relacionamento pessoal com Deus por meio de Jesus, somente Jesus.

A nossa caminhada com Deus inicia-se quando os nossos olhos são abertos pela graça, na qual é revelado o amor de Deus demostrado em Jesus (João 3.16). Quando cremos nessa verdade é estabelecido o fundamento em nosso coração. Tornamo-nos morada de Deus, casa do Altíssimo, Cristo passa a habitar em nosso coração.

Sobre o fundamento é edificada a construção, tal qual acontece no âmbito natural. Quanto mais alto for o "edifício", mais profundo deve ser o alicerce. Quanto mais alto quisermos crescermos em Deus, mais profundo em nosso coração Jesus deve estar firmado. O nosso crescimento é limitado pela profundidade e tamanho do nosso alicerce!

Em seguida vem a construção. Um fator importante a se considerar é a qualidade do material a ser empregado. A escolha errada do material pode fazer com que a construção não fique muito tempo de pé. E aqui abro um parênteses para compartilhar que muitas vidas estão sendo destroçadas não porque não creram em Jesus e não porque não nasceram de novo, mas porque utilizaram o material errado para serem erguidas e quando veio o fogo e a obra foi provada, não resistiu.

Paulo vai dizer sobre isso em 1 Coríntios 3.10-17. Nem tudo o que reluz é ouro, já diz o adágio popular. Nem tudo o que aparenta ser saudável de fato é. Nem tudo o que é pregado, ensinado, serve com material para edificar a nossa vida. Como saber se de fato a Palavra é a genuína Palavra de Deus, material certo para a nossa edificação? Seguem alguns aspectos importantes de serem observados:

1. É o Espírito Santo que nos ajuda a entender o que de fato está escrito e testifica em nosso coração se o que está sendo dito é verdade ou não. Aprender a ouvir o que o Espírito diz ao nosso espirito recriado é fonte segura de direção.

2. Está escrito na sua Bíblia? Sejamos como os crentes de Beréia, coração pronto para receber e atitude certa de conferir se o que está sendo dito é o que está de fato escrito.

3. A palavra tem gerado condenação, prisão, medo? Não é a Palavra de Deus, por mais que se use a Bíblia para ministrar, pois a Sua Palavra gera libertação do pecado, 'tristeza' para arrependimento (para que pensemos e tenhamos atitudes como as de Deus) e não para morte, e nos aproxima sempre do Pai.

Temos a tendência de olhar para a aparência, o externo e acharmos que o que está diante dos nossos olhos e o que é real, mas a verdadeira realidade está em nosso espírito recriado à imagem e semelhança de Deus. Nem toda construção alta demais tem o fundamento adequado e nem toda construção bonita tem o melhor material. E ainda que tenha, pode não ter sido empregado de maneira certa!

Estejamos arraigados em Cristo e Nele edificados, confirmados na fé, crescendo em ações de graças (Cl. 2.7) firmados na Palavra da Verdade, fortalecidos em nosso homem interior pelo conhecimento correto de quem Deus é, de quem somos, o que temos e podemos Nele, não deixando para isso de orar constantemente as orações de Paulo aos Efésios (1.17-23; 3.14-21), Colossenses (1.9-12) e Filipenses (1.9-11).

Firmes na Verdade, Firmes na Palavra!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Voltando-se à Oração


Romper com o 'normal'

Algo muito difícil para algum de nós ou porque não dizer para quase todos nós é romper com o normal. Romper com a rotina, com aquilo que nos formata de maneira que não produzimos fruto. Não que a rotina seja algo ruim, mas uma rotina que seja algo massante, desprazerosa, que não é cheia de amor, isso é ruim.

Como vivemos às vezes debaixo de jugo do homem, de autoridade, sob pressões humanas em geral, essas situações competem para definir toda a nossa vida. Quando somos libertados desse jugo, muitas vezes preferimos permanecer debaixo dele, porque já vivíamos ali por muito tempo e ir rumo ao desconhecido causa certo espanto. Surge então a pergunta: o que vai ser agora?

Exemplificando, é como se pegássemos um passarinho na gaiola e essa gaiola fosse um jugo sobre ele e, num determinando momento, a porta da gaiola fosse aberta. Imagine. Ele já está ali um tempo, tem comida, água, o dono vai ali e mexe com ele todo dia. Ele já limitou o seu espaço. Quando a porta da gaiola é aberta e ele tem oportunidade de sair, mas acaba ficando porque já foi condicionado e preferiu ficar debaixo daquele jugo quando, na verdade, tem a oportunidade de voar.



Porém, o medo do desconhecido, o medo de romper, o medo de buscar a própria comida, o medo de não ter o seu dono fazendo carinho todo dia, o medo de não mais estar em um lugar estratégico, geralmente gaiolas são colocadas no teto ou no alto da parede de uma casa para proteger de animais, medo de romper para algo novo, constrange.



A palavra de Deus diz que para liberdade que Cristo nos libertou (Gl. 5.1). Se  permanecemos na Verdade, verdadeiramente, somos discípulos de Jesus e conheceremos a verdade e ela irá nos libertar (João 8.32) e se Jesus nos libertar seremos verdadeiramente livres (João 8.36).


Sempre quando se fala de salvação se fala sobre libertação: libertação de uma vida de pecado, libertação de uma vida de conformidade com o mundo, libertação dos desejos carnais... Quando se fala de salvação, a palavra libertação já está incluída. Mas achamos que salvação é simplesmente levantar a mão, receber a Jesus a fim de ir para o céu e acabou por aí. É algo muito mais profundo.



Muitas vezes somos salvos, conhecemos a Verdade, mas há em nós aquele espaço onde está impregnada, seja na nossa alma, personalidade, estilo de vida, a normalidade. Preferimos ficar nessa normalidade do que sair, confrontar esse espaço porque isso requer de nós esforço, decisão, o ‘ter que bater as suas asas’. O impulso tem que ser maior, ‘o exercício de ser naturalmente o que fomos criados para ser em Deus’ será maior devido a condição de 'prisão' que nos encontrávamos.



Alguns cristãos hoje se encontram assim. A porta da gaiola foi aberta. Você não precisa mais ficar debaixo de situações, de jugos do homem, que SÓ VOCÊ SABE QUE NÃO PRECISA MAIS. Mas você deseja ficar cantando as mesmas canções dentro da gaiola, você tem até um lugar no alto, uma posição de destaque, o seu ‘dono’ te elogia de vez em quando e dá o seu alimento e a sua água.

O que você prefere? Ficar nessa situação ou então voar? Dentro da gaiola é bom? Sim. Mas nada se compara ao que está ao redor. É vindo um tempo novo, tempo de romper com a normalidade, com o glamour de ser um objeto de decoração dentro de uma gaiola, com situações que o Senhor não valoriza e voltar-se para algo que Ele valoriza.

Se o Senhor nos dá o Seu jugo e pede o nosso é porque Ele espera uma reação da nossa parte. Agora é uma questão de escolha. Ficar na gaiola, naquele lugar onde você tem o seu alimento, onde as pessoas que o reconhecem em uma posição ou você quer voar? Porque também há riscos ao voar. Mas quem disse que dentro da gaiola também não há riscos?

No võo você estará diante de inimigos diretos, mas quem disse que na gaiola você não está? Será que a gaiola não trás uma falsa sensação de proteção? Na verdade somos livres de fato quando saímos da gaiola e podemos voar e não é o jugo de homens ou as suas mãos que nos protege, mas sim a mão e o poder Daquele que nos guia. Não precisa ser a mão visível de um homem, mas a mão ‘invisível’ de Deus. Não precisa ter uma forma delineada com grades, mas a forma do Deus invisível, que está ali amparando em todas as coisas.

Deus abre a gaiola e quer que você voe. Mas Ele não pode simplesmente mexer no seu livre-arbítrio e ir além do limite que Ele mesmo estabeleceu. Deus quer que você se sinta seguro e escolha voar. Deus diz que é Ele quem alimenta os pássaros. Não é o homem que dá o alimento, mas é Deus. Se ele cuida assim dos pássaros e veste a flor que amanhã murcha, quanto mais de nós? Ele cuida do que nós iremos comer, beber, vestir (Mateus 6.25-33).


O pássaro em liberdade canta não para agradar a homens, vai a vários lugares, faz ninho, se relaciona com outros da mesma espécie, gera, alimenta os seus filhotes com o alimento que é liberado por meio de sua boca. Por mais que tenha sido colocado em um lugar alto, ‘na gaiola’, voando você irá a lugares muito mais altos e a sua força no Senhor determinará a altura que atingirá. Deus não determina o que devemos fazer, mas nos mostra o caminho a seguir. A decisão final é nossa: VOE


Se a natureza de um pássaro o faz voar, a natureza de um filho de Deus o leva a romper com todo o jugo e viver de modo livre a agradar o Seu Pai.

sábado, 14 de julho de 2012

Um encontro com Jesus no rio


Era uma vez uma jovem menina que estava à margem de um rio. Vestia roupas de lavadeira e portava um lenço na cabeça, em uma de suas mãos estava o sabão e na outra a sua veste. Ela então se abaixou próximo ao rio e começou a lavá-la. Fazia muita força no braço porque não queria que ficasse com manchas e até mesmo encardida.

Pude vê-la enxugando a gota de suor que escorria do seu rosto enquanto esmeravasse em deixar o mais branco possível a sua veste. O interessante é que não havia perto dela outras mulheres. Naquele momento estava só. Depois pude entender melhor o motivo.

De repente, sentiu a presença de um Homem se aproximando. Mesmo ainda prostrada próxima às águas, percebeu que os passos daquele Homem não eram comuns, pois não ficou com nem um pouco de medo. Ela foi se levantado e sem que Ele falasse uma palavra sequer, a reação daquela menina foi correr em Sua direção para abraçá-Lo.

Imediatamente ela percebeu que as roupas que vestia mudaram de cor. Ficaram brancas. A mudança não aconteceu somente no exterior. O seu coração desmanchou-se de amor por Ele e começou a sentir uma paz tão grande a ponto de não querer mais largá-Lo. Algo mudou dentro daquela jovem.

Ela então notou que todo o tempo e esforço próprio tentando limpar as suas vestes no rio com o sabão era praticamente em vão, frente Àquele que parecia ter em si a água e o sabão que a lavara não somente por fora, mas por dentro também. Ela jamais esqueceu daquele encontro com o 'misterioso' Homem às margens do rio.


Aprendizado
Muitas vezes estamos tão preocupados em fazer as coisas na força do braço, em limpar o que os olhos do homem conseguem enxergar, e esquecemos que todo o esforço em nos limpar é em vão se não estivermos junto Àquele que tem o poder de ir mais profundo e limpar o nosso coração.

Jesus é o sabão. "Mas quem suportará o dia da sua vinda (vinda de Jesus)? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros." (Malaquias 3:2)

Jesus é mais do que a água, é a fonte de água viva. "Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna." (João 4:14); "E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro." (Apocalipse 22:1); "E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida." (Apocalipse 22:17)

Por vezes queremos parecer bonitos e limpos por fora, 'os espirituais', com o intuito até inconsciente de receber aplausos e reconhecimento humano, mas o nosso interior permanece sujo de sentimentos como inferioridade, orgulho, inveja, soberba, vaidade espiritual, entre outros. Para que a natureza de Deus seja manifesta em nosso íntimo, o velho homem precisa ser despido (Colossenses 3:8-10).

Entretanto, tirar a roupa na frente de quem não conhecemos nos faz ficar totalmente envergonhados e a sensação é de desproteção. Então, preferimos muitas vezes nos relacionar com Deus e com o próximo por meio de uma capa de proteção, de modo superficial, do que permitir que a cura divina sare as nossas feridas e complexos.

Podemos até esconder o que realmente se passa em nosso ser para as pessoas, mas é impossível esconder-nos de Deus. Por não conhecê-Lo o suficiente para crer que Ele é amor, continuamos carregando feridas e complexos que já poderiam ter sido sarados. É diante de Deus que a nossa capa de falsa piedade precisa cair. 

Jesus chamou os fariseus de hipócritas, porque limpavam o exterior do copo e do prato, mas o interior estava cheio de rapina e iniquidade (Mateus 23:25). Eles se preocupavam mais com o juízo e aprovação dos homens do que com o de Deus. Por essa razão já haviam ganhado o galardão que mereciam (Mateus 6:5).

Quando nascemos de novo, o nosso espírito é recriado e passamos a ter a natureza de Deus em nós, mas a nossa alma, a sede de nossas vontades, intelecto e emoções não. Ela precisa ser salva diariamente. Precisamos renovar a nossa mente na Palavra que nos liberta.

Jesus precisou tirar a roupa do velho homem de Pedro e revelar a ele que não era tudo o que achava ser. Pedro disse que embora todos se escandalizassem por causa da crucificação do Mestre, ele jamais faria isso. Jesus então declarou que antes que o galo cantasse, iria negá-lo três vezes. Tudo para que a verdadeira conversão chegasse ao coração do discípulo (Lucas 22:31).

Imagine a vergonha que Pedro não passou. De 'espiritual' e entusiasmado para negador. Aprendo com isso que quando Jesus mostra a podreira que está em nosso coração, o intuito é nos limpar. Nem sempre seremos bem visto diante dos homens, mas faz parte do processo de agradar a Deus acima de tudo e pode ser dolorido. Pedro chorou amargamente.

Com Pedro então nu de quem achava ser, Jesus pode então vesti-lo de quem realmente Ele é Nele. Após a ressurreição, Jesus aparece a Pedro e o pergunta por três vezes: "Simão, filho de Jonas, amas-me?" Pedro então responde "Sim, Senhor, tu sabes que te amo."

Naquele momento o que Pedro achava de si mesmo já não tinha tanto valor, porque maior era o valor Dele para o Senhor. "Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas." Desde o início Jesus não o via como negador, mas como pastor do rebanho Dele. Para que essa virada no ministério de Pedro acontecesse, a sujeira teve que vir para fora.

É tempo de olhar para o Senhor, sem se importar com o que o homem vai dizer a nosso respeito, e buscar Nele a purificação do nosso interior, deixando o ativismo de lado e buscando a melhor parte: estar a Seus pés. Apenas um toque Nele seremos limpos. Valerá por todo um dia de esforço à beira do rio.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Origem. Deus não é homem. Deus homem?


Algumas pessoas acreditam que Deus é fruto da criação da mente humana. Tudo o que o homem não consegue explicar ou descrever é lançado no campo ‘de Deus’, ou ‘metafísico’ ou ‘espiritual’.

O interessante é que se formos pensar dessa forma todo o deus que o homem cria é limitado e falho, assim como ele mesmo. Na mitologia grega e romana, por exemplo, os deuses passam por situações semelhantes ao homem de modo geral: têm dor de cabeça, ataques de ira, matam um ao outro, protegem ladrões, casam com a mãe, sofrem com a feiúra.

No intuito de compreender a si mesmo e o universo, os homens tentam pela observação e imaginação ter a compreensão de Deus, de quem são e do seu propósito existencial, mas acabam esbarrando no próprio entendimento. Então cada um cria para si o seu deus e a sua maneira de cultuá-lo.

Por essa razão muitos deixam de crer em Deus, pois olham para si e se vêem cheios de defeitos e acabam transferindo o próprio caráter para Deus. Vêem Deus de forma distorcida por achá-lo que é igual ao homem. Quem já não ouviu falar: ‘Deus não existe ou se existe é muito mal, porque olha o mundo como está!’

O conhecimento de Deus não vem de nós mesmos para que não caíamos em enganos e decepções, mas mediante revelação do próprio Deus. Em Números 23.19 está escrito ‘Deus não é homem’. O caráter de Deus não é igual ao caráter do homem por si mesmo. Temos dificuldade de crer em um Deus bom e amoroso, conforme descrito na Bíblia, por transferir a Ele nossas frustrações e tristeza dos nossos relacionamentos.

Uma mãe desesperada pode questionar pela morte de seu filho: 'onde estava Deus que não impediu que meu filho fosse brutalmente assassinado por um seqüestrador? Deus é mal ou então não se importa comigo'. De fato, Deus nos ama e se importa conosco o tempo inteiro, mas em decorrência de um outro ser humano nos magoar tão profundamente é gerado um sentimento de incompreensão e confusão quanto ao caráter de Deus.

Há somente um jeito de ver o Senhor como Ele de fato é: pela Sua Palavra. A continuação de Números 23.19 é: Deus não é homem ‘para que minta’. O que Deus diz é a verdade. A sua Palavra é a verdade (Sl. 119.160; João 17.17). A Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, que não falha. Estando submergidos na Palavra de Deus, do que Ele diz a respeito de si mesmo e de nós, o nosso interior é mudado e conseqüentemente toda a nossa visão de mundo.

De modo complementar, a Bíblia diz que Jesus, embora sendo Deus, esvaziou-se de sua divindade e se fez homem (Filipenses 2.7). Deus não é homem, Ele se fez homem para que pudesse revelar a si mesmo, o seu amor, quem de fato somos e qual o nosso propósito e modo que pudéssemos compreender. Deus é amor (1 João 4.8). Ele não muda (Tiago 1.17). Inconstância é um sentimento humano. Se estamos em uma mesma altura a nossa visão tende a ser a mesma, mas se alguém está no alto, consegue ver além do que se veria se estivesse na terra.

O Senhor tanto nos amou que ao nos ver separados dele pelo pecado enviou seu único filho, Jesus, que é a expressão exata de quem Ele é, para nos resgatar de todas as maldições conseqüentes do pecado e nos dar vida abundante. Se o pecado trouxe a morte espiritual (separação do homem de Deus) e física, doenças, miséria e tudo mais que há de ruim, Jesus veio revelar ao homem o plano de paz que Deus tem para com ele.

Enquanto Jesus esteve na terra andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo porque Deus era com Ele (Atos 10.38). Viveu uma vida sem pecado (2 Coríntios 5.21), embora tendo sido tentado, experimentado e ter sofrido o mesmo que nós. Na cruz, símbolo de maldição naquela época, Ele se fez maldição em nosso lugar, cravando ali os nossos pecados. Morreu, mas ressuscitou sobre o império da morte e nos ‘dá de graça’ a salvação mediante a fé Nele (Romanos 10.8-11).

Não que merecêssemos algo de bom, porque o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23). Ou seja, quem peca, tem que morrer. Mas Ele morreu em nosso lugar para que Nele fôssemos resgatados para Deus e feitos membros de sua família! (Efésios 2.19)

A origem de tudo é Deus. Ele é o ‘Eu sou’ (Êxodo 3.14), jamais foi criado e nem concebido pela mente humana. Ele está muito acima da nossa própria compreensão; além da nossa caixa de pensamentos limitados. O homem, nele mesmo, não encontra as resposta que tanto busca, mas a partir de Deus lhe é revelado quem Ele é o seu propósito.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Aquiete-se! Saiba primeiro que Ele é Deus!

Passamos por momentos que nos agitamos por dentro em busca de respostas. Será que é, será que não é, por que isso, por que daquilo... Agimos sem refletir, impulsionados por sentimentos e achamos que Deus está distante, nos abandonou, não está vendo o que está acontecendo conosco, não quer falar... Enfim, mil e uma coisas passam na nossa cabeça principalmente durante tempestades internas e 'externas'. Daí vêm os questionamentos até mesmo quanto a pessoa de Deus.

Nessa hora a voz do Espírito Santo bradou assim dentro de mim: FICA QUIETA, ACALME-SE, SOSSEGA, DESCANSA. SAIBA PRIMEIRO QUE ELE É DEUS. "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus" (Salmos 46.10).

Queremos ter resposta para muitas coisas, mas primeiro temos que conhecer o Deus das respostas. Saiba quem Ele é e então poderá descansar mesmo sem ter todas as respostas que gostaria no tempo que gostaria.

A fé sempre nos conduz a uma posição de descanso em Deus, de confiança no Seu caráter e na Sua Palavra! Por essa razão Jesus podia dormir no barco enquanto a tempestade atemorizava seus discípulos. A tempestade era por fora, porque por dentro Ele estava seguro quanto ao amor de Seu Pai e sabia distinguir as obras Dele. E tudo o que vem para colocar em dúvida o amor e o cuidado de Deus por nós e tirar a nossa paz vem do diabo!

Com ou sem tempestade a minha âncora deve estar lançada no amor de Deus, em quem de fato Ele é: "Deus é amor" e Ele é a minha segurança. A resposta vem quando decido confiar e descansar Nele. Mal algum tem origem em Deus. A resposta vem quando decido rejeitar a incerteza e medo, ladras da fé e que impedem de ouvir a Sua voz. A resposta e o socorro vêm quando O adoro, independente das circunstâncias, porque a minha adoração não está condicionada ao que é aparente, mas aquilo que fui feita para ser eternamente: o louvor de Deus, a Sua canção, a exaltação do Seu Nome!




terça-feira, 16 de agosto de 2011

Iluminismo às avessas?

Será que estamos em pleno século XXI vivendo um iluminismo às avessas? Vivemos uma era na qual a luz de Cristo tem alcançado milhares de corações em todo o mundo. Corações tem sido regenerados e mentes tem sido iluminadas com a verdade do Evangelho. Acontece que o 'homem' de Deus tem ganhado mais espaço nas igreja e no meio dos cristãos do que o próprio Deus.

Não nos enganemos. O centro da teologia é Cristo e não o homem. O homem, por mais 'sábio' e eloquente que seja, recebe de uma fonte a sua sabedoria. Se estiver debaixo do império desse mundo, a sua sabedoria será humana, terrena, diabólica. Mas se tiver sido transportado do império das trevas para o reino de Deus, através de Jesus, receberá da sabedoria do alto, que é pura, pacifica, cheia de misericórdia e bons frutos. (Tiago 3.14-18)

Muitos parecem sábios aos seus próprios olhos. Conselhos via facebook, twitter e outras redes sociais é o que mais tem atualmente. Mas toda 'pérola' de sabedoria fora dos padrões bíblicos é diabólica, humana, apesar de vinda de 'homens' de Deus. Um pouquinho de fermento leveda toda massa. Uma meia verdade no meio da verdade a torna mentira.e quando não detectada contamina.

Nessa era tecnológica onde fazer 'seguidores' é uma missão para milhares, por outro lado o desafio da igreja é fazer discípulos, seguidores de Cristo e não dos homens. Temos que combater todo conselho mentiroso e verdades humanas. Utilizamos para isso armas que não são carnais, mas espirituais e poderosas em Deus para destruir todo o conselho e tudo o que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando o nosso pensamento cativo à obediência  de Cristo.

"Porque nada podemos  contra a verdade, senão pela verdade. " (2 Coríntios 13.8).
"Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17.17)

domingo, 14 de agosto de 2011

Entendimento da Cruz de Cristo

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim."  (Gálatas 2 : 20)

Lendo o livro a Vida que Vence, de Watchman Nee, tenho sido bastante mexida interiormente principalmente pela forma como ele aborda o pecado e como vencê-lo. De longe é uma literatura de massagear o ego, induzindo-nos a ter um encontro conosco para sermos 'libertos' do pecado. Isso é muito perigoso porque tudo o que é feito pela força do próprio braço gera frustração ou insatisfação quando algo não é alcançado ou não se alcança o desejado. Por isso, alguns estão infelizes e frustrados por tanto lutar contra o pecado e, por fim, serem vencidos por ele. Deus deu um 'zoom' na palavra e conceito de Cruz de Cristo para que pudesse entender sobre as questões que envolve o pecado e o nosso eu.

Uma dos aspectos que mais me marcou no livro foi o fato de várias pessoas que tiveram a experiência do novo nascimento procurarem a ajuda de Nee por se verem vencidas pelo pecado e dizerem que não aguentavam mais lutar contra um vício, ou pensamento impuro, a ira, entre outros pecados por ele listado. Romanos 6.14 parecia 'não funcionar', ou pelo menos, 'com eles não surtia efeito algum'. "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, e sim da graça." Como pode isso se toda a Palavra de Deus é a verdade?

 Lei é Deus exigindo que o homem faça algo. Para quê? Para mostrá-lo que sozinho não é capaz de romper com o pecado ou viver a Sua santidade. Graça é o favor de Deus para o homem. Significa que Deus fez algo pelo homem que ele não merecia ou mesmo não era capaz de fazer. Somos salvos pela graça, ou seja, não merecíamos o perdão de Deus mas ele se fez justiça em nosso lugar, morrendo a nossa morte, para que possamos viver a sua vida. 

A morte de um injusto ou pecador não era capaz de aplacar a ira de Deus em relação ao pecado da humanidade. Não éramos capaz disso. Porém, pela morte de um justo, a saber, Jesus Cristo, homem,  filho de Deus, toda a humanidade que estava condenada a separação eterna de Deus passou da morte para a vida, pela fé na obra redentora de Jesus Cristo na cruz do Calvário, onde ele levou sobre si mesmo o nosso pecado, as nossas dores e todas as doenças. O castigo que nos estava reservado estava sobre Ele naquele momento. 

Como podemos então ser salvos pela fé e continuar na lei tentando ser melhor para Deus ou fazer aquilo que Ele deseja na força da nossa vontade? É IMPOSSÍVEL! Por isso a CRUZ. Sem a morte e ressurreição de Jesus de nada adianta o evangelho. Não há evangelho sem cruz. Não há evangelho sem entendimento de cruz. Sem entendimento do sacrifício de Jesus na cruz não conseguiremos lidar com as mazelas do pecado. Corremos o risco de viver uma vida de aparência na igreja como um 'bom religioso' que não abre mão de mostrar a sua santidade, enquanto nos bastidores, o pecado tem 'ganhado' de 1000 x 0. Chega! É momento de nos voltamos para a essência do evangelho da cruz!

O apóstolo Paulo deixou registrado: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl. 6.14). Afinal, o que a cruz de fato tem a revelar a humanidade? Se você for pensar, de longe nesse texto Paulo se referia à cruz como um pedaço de madeira. Porque pedaço de madeira ou algum outro material pode mudar a vida de uma pessoa. Isso seria idolatria. Paulo, antes, Saulo sabia muito bem o que era ser um fariseu de fariseus, um homem letrado, conhecedor da lei a fundo e perseguidor da igreja. Através de um encontro com Cristo, sua condição de pecador e cegueira lhe foram revelados, para que os seus olhos fossem abertos para a graça de Deus.

A cruz era uma lugar destinado para mim, porque com o pecado eu morri, ou seja, separei-me de Deus. O salário do pecado é a morte. Adão pecou e pelo pecado de um todos pecaram. Cruz é um lugar de morte para pecadores, mas para Cristo foi lugar de triunfo (Colosssenses 2.12-15). Aqueles que estão em Cristo, que o receberam pela fé, a cruz é lugar de ressurreição para uma nova vida. e também de triunfo. Jesus morreu a minha morte, para que eu possa viver a sua vida. O poder de Deus o ressuscitou dentre os mortos e Nele nos tornamos santos, não por regras ou rituais, mas pela obra consumada na cruz.

Paulo disse que estava crucificado com Cristo e quem vivia não era mais ele, mas Cristo Nele (Gálatas 2.19-20). Jesus já lidou com o 'problema' do pecado, que nós por nós mesmos não conseguiríamos resolver, agora temos que deixar Cristo reinar, viver em nós. Isso é viver por fé. Não que eu posso alguma coisa, mas Ele pode e já fez por mim. O que eu preciso fazer é receber esse favor e andar segundo a graça.  Se não somos nós que vivemos mais, mas Cristo, porque tentar agradar a Deus na nossa vontade quando temos apenas que viver pela fé no que Jesus já fez por nós? O apóstolo também dizia que o bem que ele queria fazer não fazia, mas o mal, isso ele fazia. A sua pergunta era quem o livraria do corpo dessa morte. A resposta ele já conhecia: Jesus Cristo. 

Por fim, tomar a nossa cruz e seguir a Cristo (Mateus 10.38)  não significa morrer nos nossos pecados, mas suportar as aflições e provações desse mundo por causa da fé em Jesus. Nós somente o amamos porque Ele nos amou primeiro. Nele está o querer e o realizar (Filipenses 2.13). Não temos que alcançar ou buscar ter uma vida vitoriosa, mas simplesmente recebê-la. NÃO MAIS EU, MAS CRISTO. Esse é o evangelho que liberta: não mais o meu eu, mas Cristo vivendo em mim!


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Para onde correr desse amor?

Tem amor que corremos para ele. Mas, 'tem outro', que corremos dele. Pode parecer mais fácil correr para os braços de uma pessoa do que para os braços de Deus. Quando demonstrações nos são dadas de amor sentimos amados de fato. Declarações, presentes, tempo disponível, ou  um abraço faz com que, muitas vezes nos entreguemos tão facilmente a esse 'amor'. 

Para ser mais específica, muitas vezes corremos do amor de Deus por pensarmos que Ele não nos ama, devido nos sentirmos sozinhos, vazios, desamparados em meio a dor e aflições, inúteis, sem propósito para a nossa vida. Mesmo diante de textos como Isaías 49.15 "Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti", parece que nada muda dentro de nós.

Porém, se os homens que são 'maus' sabem abençoar os seus filhos, quanto mais o nosso Pai que está no céu, o nosso Criador. Ele também demonstrou publicamente o verdadeiro e maior amor que é dar a vida por um pecador, ou seja, por mim! Jesus, na cruz foi exposto diante de autoridades, homens e mulheres de vários níveis sociais e idade, levou sobre si o pecado, o mal, para preencher esse vazio de viver sem a presença Dele.

E, embora essa demonstração tenha acontecido há mais de dois mil anos, ela continua acontecendo todos os dias de nossa vida, porque o mesmo Jesus que morreu, ressuscitou ao terceiro dia, e hoje revela o seu amor a todo aquele que se entrega a Ele. Nas mínimas coisas, percebemos que Ele se revela por detrás de atitudes de afeto de pessoas, quando não fala diretamente ao nosso coração e a sua Palavra deixa de ser meramente letra, para ser viva, ou seja, que bate e pulsa dentro de nós.

Diante disso, quero correr para esse amor. Não há lugar, como disse o salmista, que  possa se esconder desse amor. Deus é amor. O amor é Deus. Não importa se em um quarto escuro, lá Ele está, não importa se em prisões internas ou externas, comigo também está, em meio a incapacidades e fracassos morais, Ele se revela como aquele que ama e toca quem ninguém quer mais tocar.

Por mais que o neguemos, Nele está o sim para a verdadeira vida, aquela que Ele planejou para nós, na qual há somente planos de paz e não de mal. Mesmo dizendo não te quero, Ele não muda de idéia a nosso respeito. Posso até imaginar a sua doce voz dizendo 'você foi e sempre será amado por mim', ainda que escolhamos andar por caminhos que não são bons.

Ele nos cerca por tráz e pela frente, coloca-nos como uma galinha, debaixo de suas asas onde somos acolhidos, aquecidos e também alimentados. Ao invés de correr desse amor, temos que correr para Ele e captar nas mínimas coisas do dia-a-dia  que o seu afeto por nós é fiel, despretensioso e verdadeiro. O Senhor é totalmente amável!

 

domingo, 1 de maio de 2011

A liderança e a identidade de Jesus e Paulo

Beira quase o impossível começar a comentar sobre a liderança de Jesus e de Paulo sem se atentar a questionamentos que fazermos no que tange a ‘liderança’. A pergunta que tende a vir na nossa mente é: todos são líderes ou somente alguns nasceram para liderar? Por vezes é difícil desvencilhar a imagem dos liderados como pessoas inferiores e o líder como um ser superior, dotado de capacidade especial, que desfruta de privilégios e benefícios quase inalcançáveis por seus liderados.

Esse ‘modelo’ de liderança baseado no domínio, controle e opressão do homem sobre outro homem foi fortemente rebatido por Jesus em suas palavras. Muitos vêem Jesus como o líder mais influente da história, e de fato Ele é. Porém, Ele é muito mais do que isso. Ele é o Filho de Deus que veio revelar e restabelecer na terra o governo de Deus conforme o seu propósito original. A verdadeira liderança alcança o natural, mas os seus princípios são espirituais.

Jesus deixou claro a vontade de Deus em Mateus 20.25-20: "Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos."

No princípio, Deus criou o homem para se relacionar com Ele e com o restante da criação de forma plena (Gênesis 1 e 2). Deus serviu o homem de si mesmo ao criá-lo a Sua imagem e semelhança. Isso implica que o modelo e o critério da criação do homem foi o próprio Deus e aquele agiria à semelhança do seu Criador. A capacidade de dominar dada ao homem é algo inerente ao próprio Deus (Gênesis 1.26) e se estende ao que foi criado, com exceção do próprio homem. Da mesma forma, Deus não criou o homem para dominá-lo, no sentido de manipular segundo os seus interesses, mas o deixou livre para ser com Ele co-criador e fazer as escolhas individualmente.

Com o pecado veio a morte espiritual do homem e sua separação de Deus e, conseqüentemente, a perda gradativa dos valores divinos no seu interior. O homem passou a estabelecer uma relação de domínio e poder (Gênesis 3.16). A morte e ressurreição de Jesus e posteriormente o envio do Espírito Santo para habitar ‘naqueles’ que crêem em sua obra salvadora, trouxe novamente o domínio e o governo de Deus ao coração do homem, que pode seguir a vontade e os princípios do próprio Deus para se relacionar com Ele e com o outro.

Embora tenhamos o potencial para liderar, o fato é que precisamos ser aperfeiçoados à luz da Palavra de Deus sob a direção do Espírito Santo. Jesus, mesmo sendo Deus, em sua humanidade precisou seguir todo um processo para se tornar o Autor e Consumador da nossa fé (Hebreus 12.2). Temos que ter uma compreensão clara de que liderança não está associada diretamente a um cargo, mas a influência que uma pessoa exerce sobre a outra, tanto no modo de pensar e agir. Jesus foi além ao revelar-se como o filho de Deus, o rei tão esperado pelos judeus, sem a segurança de um cargo político, das riquezas, das letras e do apelo popular, e mesmo assim influenciou e influencia toda uma geração. Filhos de Deus são gerados em Jesus (João 1.12) e discípulos são feitos até hoje e será assim até a volta de Cristo (Mateus 28.29).

A segurança de Jesus estava em ser quem ele era e é e ter a convicção disso. A identidade de Jesus estava no Pai e a do Pai nele e foi afirmada após o batismo nas águas e o início de sua missão. "E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3.17). Trazendo para a nossa realidade, influenciar está diretamente ligada a minha identidade, em saber quem eu sou em Deus, qual o meu propósito. Jesus, ao vir a terra, mesmo sendo Deus, esvaziou-se de si para assumir a forma de servo, homem (Filipenses 2.7).

Um dos maiores questionamentos das pessoas chamadas para levar adiante um propósito divino está relacionado à identidade. Escolhidos por Deus questionaram a si mesmo, o próprio potencial, e se viram inferiores ao chamado. Sentiram-se inseguros, insignificantes, despreparados ao olharem para si e para as condições externas. Foi assim com Moisés, Saul, Gideão, Salomão, Jeremias e outros líderes. Deus foi a resposta para todas as limitações do homem.

Algumas vezes olhamos para as pessoas e pelas suas próprias habilidades declaramos que ela já é um líder nato. Outras vezes olhamos e aparentemente não vemos nada que seja atrativo. Em outro momento, a própria pessoa não se vê como capaz de ser um instrumento para conduzir outras pessoas a um objetivo. A Palavra diz que Deus não vê como o homem vê, porque Deus não vê o que é exterior, mas o coração (Samuel 16.7) e que Ele ‘escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são’ (1 Coríntios 1.27-29).


Quem era Jesus e Paulo?

Jesus veio ao mundo como o cumprimento de profecias (Mateus 1.21-23). É um nome judaico comum entre os homens, porém com um forte significado ‘Ele deverá salvar’, a transliteração grega do hebraico Yeshua, que é a forma abreviada de Yehoshua (Josué), ‘Javé é a salvação’ (Dicionário Strong 2424). Dado por Deus a Maria, por intermédio de um anjo (Lucas 1.31), o nome Jesus ao mesmo tempo que identifica-se com a humanidade, projeta a vontade de Deus aos homens de salvação (João 12.47). Deus fez desse nome, um nome sobre todos os nomes (Filipenses 2.9).

Também não havia nele atributos externos que eram atrativos (Isaías 53:3). Para os líderes religiosos, Jesus era o filho do carpinteiro. "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?" (Mateus 13.55). Para uns Jesus era Elias, para outros João Batista, outros pensavam até mesmo ser Ele Jeremias ou algum dos profetas. Contudo, quando pediu a seus discípulos que respondessem quem era, ouviu de Pedro a seguinte declaração: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’ (Mateus 16.13-17). Nesse instante Deus revelou ao seu discípulo a identidade espiritual de Jesus como o Ungido de Deus, o Messias.

Antes de ter o nome mudado para Paulo, os seus pais colocaram o nome de Saulo, inspirado no rei Saul, que significa ‘Pedido a Deus’. A Bíblia descreve Saul como um homem muito belo e alto “desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo” (1 Samuel 9.2). Os pais projetavam em Saul a imagem de Saulo, e, em contrapartida, esse veio a exceder, não na altura, mas no judaísmo a muitos da sua idade (Gálatas 1.14). Saulo trazia em seu nome a identidade e a missão de ser grande devido ao elevado nível de conhecimento e por lançar na prisão cristãos. Assim sucedeu até ter um encontro com Jesus no caminho de Damasco, onde iniciou uma virada em sua vida.

Saulo era natural de Tarso, capital da Cilícia (Atos 21.39), cidade rica e altamente culta. Era fariseu (seita política religiosa mais estreita e zelosa da lei de Israel) por vínculo familiar (Atos 23.6) e herdou o título de cidadão romano do pai. Ele cresceu na cúpula da administração judaica, chegando ao Sinédrio. Paulo fez ‘seminário’ com Gamaliel (Atos 22.3). Pelo seu zelo à lei, tornou-se perseguidor dos cristãos.

A Bíblia não relata o momento exato no qual o nome de Saulo foi mudado para Paulo, mas todos esses fatos que davam motivos para Paulo gloriar-se em si mesmo, considerou perda por causa de Cristo (Filipenses 3.4-7). O encontro real com Deus resultou não somente a Saulo mas a outros a troca do nome, para que na nova missão representasse quem ele de fato é, como Deus o via. Foi assim com Jacó (Usurpador) que passou a se chamar Israel (nome que representa uma nação); Abrão (Pai Exaltado) passou a ser Abraão (Pai de Multidões) e Sarai (Contenciosa) chamou-se Sara (Princesa).

A identidade do Pai Celestial foi impressa em Saulo que teve o nome mudado para Paulo, que quer dizer ‘Pequeno’. Ele mesmo declarou: "Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus." (I Coríntios 15.9). Fortes foram as palavras do Senhor ao seu respeito, como Ele o via: “este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (Atos 9:15).

Tanto Jesus como Paulo influenciaram o mundo de acordo com a identidade e o propósito de Deus gerado neles.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Origem. Deus não é homem. Deus homem?

Algumas pessoas acreditam que Deus é fruto da criação da mente humana. Tudo o que o homem não consegue explicar ou descrever é lançado no campo ‘de Deus’, ou ‘metafísico’ ou ‘espiritual’.

O interessante é que se formos pensar dessa forma todo o deus que o homem cria é limitado e falho, assim como ele mesmo. Na mitologia grega e romana, por exemplo, os deuses passam por situações semelhantes ao homem de modo geral: têm dor de cabeça, ataques de ira, matam um ao outro, protegem ladrões, casam com a mãe, sofrem com a feiúra.

No intuito de compreender a si mesmo e o universo, os homens tentam pela observação e imaginação ter a compreensão de Deus, de quem são e do seu propósito existencial, mas acabam esbarrando no próprio entendimento. Então cada um cria para si o seu deus e a sua maneira de cultuá-lo.

Por essa razão muitos deixam de crer em Deus, pois olham para si e se vêem cheios de defeitos e acabam transferindo o próprio caráter para Deus. Vêem Deus de forma distorcida por achá-lo que é igual ao homem. Quem já não ouviu falar: ‘Deus não existe ou se existe é muito mal, porque olha o mundo como está!’

O conhecimento de Deus não vem de nós mesmos para que não caíamos em enganos e decepções, mas mediante revelação do próprio Deus. Em Números 23.19 está escrito ‘Deus não é homem’. O caráter de Deus não é igual ao caráter do homem por si mesmo. Temos dificuldade de crer em um Deus bom e amoroso, conforme descrito na Bíblia, por transferir a Ele nossas frustrações e tristeza dos nossos relacionamentos.

Uma mãe desesperada pode questionar pela morte de seu filho: 'onde estava Deus que não impediu que meu filho fosse brutalmente assassinado por um seqüestrador? Deus é mal ou então não se importa comigo'. De fato, Deus nos ama e se importa conosco o tempo inteiro, mas em decorrência de um outro ser humano nos magoar tão profundamente é gerado um sentimento de incompreensão e confusão quanto ao caráter de Deus.

Há somente um jeito de ver o Senhor como Ele de fato é: pela Sua Palavra. A continuação de Números 23.19 é: Deus não é homem ‘para que minta’. O que Deus diz é a verdade. A sua Palavra é a verdade (Sl. 119.160; João 17.17). A Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, que não falha. Estando submergidos na Palavra de Deus, do que Ele diz a respeito de si mesmo e de nós, o nosso interior é mudado e conseqüentemente toda a nossa visão de mundo.

De modo complementar, a Bíblia diz que Jesus, embora sendo Deus, esvaziou-se de sua divindade e se fez homem (Filipenses 2.7). Deus não é homem, Ele se fez homem para que pudesse revelar a si mesmo, o seu amor, quem de fato somos e qual o nosso propósito e modo que pudéssemos compreender. Deus é amor (1 João 4.8). Ele não muda (Tiago 1.17). Inconstância é um sentimento humano. Se estamos em uma mesma altura a nossa visão tende a ser a mesma, mas se alguém está no alto, consegue ver além do que se veria se estivesse na terra.

O Senhor tanto nos amou que ao nos ver separados dele pelo pecado enviou seu único filho, Jesus, que é a expressão exata de quem Ele é, para nos resgatar de todas as maldições conseqüentes do pecado e nos dar vida abundante. Se o pecado trouxe a morte espiritual (separação do homem de Deus) e física, doenças, miséria e tudo mais que há de ruim, Jesus veio revelar ao homem o plano de paz que Deus tem para com ele.

Enquanto Jesus esteve na terra andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo porque Deus era com Ele (Atos 10.38). Viveu uma vida sem pecado (2 Coríntios 5.21), embora tendo sido tentado, experimentado e ter sofrido o mesmo que nós. Na cruz, símbolo de maldição naquela época, Ele se fez maldição em nosso lugar, cravando ali os nossos pecados. Morreu, mas ressuscitou sobre o império da morte e nos ‘dá de graça’ a salvação mediante a fé Nele (Romanos 10.8-11).

Não que merecêssemos algo de bom, porque o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23). Ou seja, quem peca, tem que morrer. Mas Ele morreu em nosso lugar para que Nele fôssemos resgatados para Deus e feitos membros de sua família! (Efésios 2.19)

A origem de tudo é Deus. Ele é o ‘Eu sou’ (Êxodo 3.14), jamais foi criado e nem concebido pela mente humana. Ele está muito acima da nossa própria compreensão; além da nossa caixa de pensamentos limitados. O homem, nele mesmo, não encontra as resposta que tanto busca, mas a partir de Deus lhe é revelado quem Ele é o seu propósito.